quinta-feira, 27 de abril de 2017

Guiné 61/74 - P17291: Álbum fotográfico de Luís Mourato Oliveira, ex-alf mil, CCAÇ 4740 (Cufar, dez 72 / jul 73) e Pel Caç Nat 52 (Mato Cão e Missirá, jul 73 /ago 74) (16): o Pel Caç Nat 67,em Cufar, 1973



Guiné > Região de Tombali > Cufar > 1973 >  A despedida do Pel Caç Nat 67 >  Em primeiro plabo, o comandante do Pelotão, alf mil Gil da Silva Inácio, de alcunha,  o "Gringo" (1)


Guiné > Região de Tombali > Cufar > 1973 > > A despedida do Pel Caç Nat 67 >  Em primeiro plano, o comandante do Pelotão, alf mil Gil da Silva Inácio, de alcunha,  o "Gringo" (2)


Guiné > Região de Tombali > Cufar > 1973 > > A despedida do Pel Caç Nat 67 >  Em primeiro plabo, o comandante do Pelotão, alf mil Gil da Silva Inácio, de alcunha,  o "Gringo" (3)



Guiné > Região de Tombali > Cufar > 1973 >  A despedida do Pel Caç Nat 67 >  "De malas aviadas"... (O Luís Mourato Oliveira já não se lembra para onde foi esta subunidade, talvez para o leste)


Guiné > Região de Tombali > Cufar > 1973 > Pel Caç Nat 67 >  O alf mil Luís Mourato Oliveira. dp 3º pelotão da CCAÇ 4740, com militares do Pel Caç NaT 67


Fotos (e legendas): © Luís Mourato Oliveira (2016). Todos os direitos reservados. [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné].


1. Continuação da publicação do álbum fotográfico do Luís Mourato Oliveira, nosso grã-tabanqueiro, que foi alf mil inf da CCAÇ 4740 (Cufar, 1973) e do Pel Caç Nat 52 (Mato Cão e Missirá, 1973/74). (*)

De rendição individual, foi o último comandante do Pel Caç Nat 52. Irá terminar a sua comissão no setor L1 (Bambadinca), em Missirá, depois de Mato Cão, e extinguir o pelotão em agosto de 1974.

Até meados de 1973 esteve em Cufar, a comandar o 3º pelotão da CCAÇ 4740, no 1º semestre de 1973. Tem bastantes fotos de Cufar, que começámos a publicar no poste anterior (*).

Hoje mostram-se algumas fotos do Pel Caç Nat 67. com cujo pessoal o Luís Mourato Oliveira confraternizou. O comandante do 67 era conhecido como o "Gringo", era uma figura popular no quartel de Cufar.



Crachá do Pel Caç Nat 67 (Cortesia do nossso camarada e grã-tabanqueiro,  Luís de Sousa, ex-sold trms, CCaç 2797 (Cufar, 1970-72) (**)


 2. Temos  escassas referências sobre o Pel CAÇ Nat 67

O nosso camarada Armindo Batata, cmdt do Pel Caç Nat 51 escredveu:  "Os Pel Caç Nat 51 e 67, este de comando do alf mil [Joaquim] Esteves, passaram por Cacine em dezembro 1969/janeiro 1970, em trânsito para Cufar. O Pel Caç Nat 67 tinha guarnecido o destacamento do Mejo até à evacuação desta posição em janeiro de 1969." (***)

Por sua vez, Joauqim Esteves fezx em tempos um comenrtário a um dos nossos postes:  "Estive  em Cufar de dezembro de 1969 a  novwembro de 1970 a comandar o Pel Caç Nat 67 (...), Joaquim Esteves, ex-alf mil cav" (comentário ao poste P5977, de 12 de março de 2010).

Vd. também a página da CCAÇ 4740 > Grupos especiais (destaque para os Pel Caç Nat 51 e 67).

O Luís Mourato Oliveira  também conviveu, na 1ª metade do ano de 1973, com o Pel Caç Nat 51 e o seu infortunado comandante,  o alf mil op  esp Nuno Gonçalves da Costa (, assinado por um dos seus soldados, em Jumbembem, em 16/7/1973).

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Guiné 63/74 - P17290: A cidade ou vila que eu mais amei ou odiei, no meu tempo de tropa, antes de ser mobilizado para o CTIG (30): Tavira, CISMI, onde há 48 anos frequentei o 1.º Ciclo do Curso de Sargentos Milicianos (António Tavares)

Quartel da Atalaia
Foto: © Beja Santos. Todos os direitos reservados


1. Mensagem do nosso camarada António Tavares (ex-Fur Mil SAM da CCS/BCAÇ 2912, Galomaro, 1970/72), datada de 22 de Abril de 2017:

Camarigos,
Passados 48 anos da minha entrada no CISMI – Tavira para frequentar o 1.º Ciclo do Curso de Sargentos Milicianos – 2.º Turno de 1969, recordo:

Parti do Porto, com outro recruta, em automóvel, pelas 07H00 do dia 20 de Abril de 1969 com chegada a Tavira, às 19H30, depois de paragens em Leiria, Lisboa e Setúbal.

Entrei pela porta de armas do CISMI no dia 21 de Abril de 1969. Era uma Segunda-feira que ficou gravada em cada um dos jovens recrutas, quer pelos bons ou maus motivos, estes talvez a pesar mais nos pratos da balança.

Em 23 de Abril fizemos os testes psicotécnicos. Escolhi as especialidades de Contabilidade e Pagadoria; Amanuense e Intendência.

Em 25 de Abril assumiu as funções de Director do CISMI o Exmo. Tenente Coronel de Infantaria, António Mendes Baptista em substituição do Exmo. Senhor Tenente Coronel de Infantaria José Alves Pereira que foi transferido para a Repartição de Recrutamento do Ministério do Exército.
O Major de Infantaria José Bernardo Cruz de Aragão Teixeira era o Segundo Comandante do CISMI.
Nesse dia festejamos os anos do MACB, um camarada de Queluz, ferrenho sportinguista, que era estimado por todos. Na sua companhia muitas vezes viajei de comboio pelo Algarve. Ele foi mobilizado para Moçambique. Infelizmente faleceu em 2015.

Em 6 e 7 de Maio, Sua Excelência o General Emílio Mendes Moura dos Santos, ilustre Director da Arma de Infantaria, visitou o CISMI acompanhado do Exmo. Senhor Coronel Marafusta Marreiros.

Em 9 de Maio visitou o CISMI Sua Excelência o General Fernando Louro de Sousa, ilustre Comandante da 3.ª Região Militar. Sua Excelência viajou acompanhado do Exmo. Tenente Coronel do CEM Amândio Travassos de Almeida Nogueira, Chefe Interino da Região Militar com sede em Évora.
É de notar o tratamento dado aos Oficiais Superiores e Generais. O instruendo era um número. O meu era o 58.

Na preparação de uma destas visitas, fui um dos faxinas à caserna da 1.ª Companhia, cujo trabalho era limpar os mictórios. Com palha-de-aço e a água a correr entre as minhas mãos tentava eliminar o verdete existente na porcelana do urinol. Quanto mais limpava mais riscos ficavam a ver-se.
Era fiscalizado por um Cabo Miliciano, natural da Guiné. Homem muito educado porém naquele dia estava muito exigente por causa da visita do Senhor General às instalações.

Em 25 de Maio (Domingo), fui com outros camaradas até Portimão; Praia da Rocha; Torralta e Alvor. Na praia da Rocha destacavam-se os hotéis: Algarve; Aquazul e Jupiter. Na Torralta existiam cinco prédios, cada um com onze andares e o Hotel Alvor Praia, em Alvor. Aqui os esgotos corriam a céu aberto em direcção ao mar.

Estávamos em 1969 e tudo era novidade para um jovem que anteriormente tinha viajado somente até Évora.

De 2 a 4 de Junho fomos para a carreira de tiro que ficava a 5 ou 6 quilómetros de Tavira, na margem esquerda do Rio Gilão. Fizemos fogo com a G3; Manelica; FBP e Walther. Lançámos granadas.

Em 15 de Junho, Tavira recebeu o III Grande Prémio Casal em ciclismo. As equipas do FC Porto; SL Benfica; Sporting CP; Ginásio de Tavira; Coelima e Ambar disputaram o troféu.

Em 16 de Junho (2.ª feira) houve a feira de gado e diversos na Atalaia.
A Atalaia era um vasto campo, em terra batida, fora do quartel, onde era ministrada a instrução militar teórica e física. Depois das feiras tínhamos de limpar as caganitas do gado caprino e ovino para fazer a respectiva instrução militar de preferência à sombra da cadeia e das igrejas existentes no local.

Na noite desse dia fizemos emboscadas, patrulhas e fogo com a Mauser, utilizando bala simulada, na margem direita do Rio Gilão, até às 23H00.

 Tavira - Rio Gilão
 Foto: © Mário Beja Santos. Todos os direitos reservados

Em 17 de Junho realizou-se um jogo de voleibol entre o CISMI e o CICA 5, de Lagos. O CICA 5 venceu o jogo por 2 a 0.

Em 23 de Junho tomamos a vacina conhecida como “dose de cavalo”.
Na parada do quartel fizemos o último teste escrito.

De 25 a 28 de Junho fomos para o campo - Exercício Rosa Silvestre - sob o comando do Capitão Frederico Pires; Tenente Fonseca; Alferes Jacinto; José Diogo e Mateus e o Aspirante Mendonça.

Em 1 de Julho oferecemos um jantar, na Casa dos Frangos, Tavira, ao comandante do nosso pelotão Alferes José Diogo e seus adjuntos.

Em 2 de Julho recebi o pré de 1$50 (não é erro!) referente ao período de 21 de Abril a 6 de Julho de 1969.

Em 4 de Julho houve festa no CISMI. Dia de Juramento de Bandeira do 1.º Ciclo do CSM do 2.º Turno de 1969.
Nesse dia terminava a passagem de centenas de jovens militares por Tavira.
Tavira, cidade que é bom recordar!

Abraço
António Tavares
Foz do Douro, Sexta-feira 21 de Abril de 2017
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Nota do editor

Último poste da série de 3 de julho de 2014 > Guiné 63/74 - P13361: A cidade ou vila que eu mais amei ou odiei, no meu tempo de tropa, antes de ser mobilizado para o CTIG (30); Mafra, a EPI, 1967: "Aquele Convento de Mafra era sem dúvida uma fábrica de oficiais"...(Paulo Raposo, ex-alf mil inf, CCAÇ 2405 / BCAÇ 2852, Mansoa e Dulombi, 1968/70)

Guiné 61/74 - P17289: Parabéns a você (1245): Hugo Guerra Coronel DFA Reformado, ex-Alf Mil Inf, CMDT do Pel Caç Nat 55 (Guiné, 1968/70) e Humberto Nunes, ex-Alf Mil Art, CMDT do 23.º Pel Art (Guiné, 1972/74)


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Nota do editor

Último poste da série de 26 de Abril de 2017 >  Guiné 61/74 - P17288: Parabéns a você (1244): Rui Vieira Coelho, ex-alf mil médico, CCS/BCAÇ 3872 (Galomaro, 1971/74)... "Desejo-lhe um dia muito feliz junto dos seus e sábado no nosso almoço anual, desta vez em Fátima, vamos cantar-lhe os parabéns e beber um copo à sua saúde" (Juvenal Amado)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guiné 61/74 - P17288: Parabéns a você (1244): Rui Vieira Coelho, ex-alf mil médico, CCS/BCAÇ 3872 (Galomaro, 1971/74)... "Desejo-lhe um dia muito feliz junto dos seus e sábado no nosso almoço anual, desta vez em Fátima, vamos cantar-lhe os parabéns e beber um copo à sua saúde" (Juvenal Amado)


Guiné > Zona Leste > Guiné > Zona leste > Setor L5 (Galomaro) >  BCAÇ 3872 (1972/74 > Saltinho > 1973 > O alf mil médico num dos rápidos do Rio Corubal. Integrou o BCAÇ 3872 (1972/74) e o BCAÇ 4518 (1973/74).
Foto (e legenda): ©  Rui Vieira Coelho  (2014). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]



Galhardete do BCAÇ 3872 (Galomaro, 1972/74)


Convívio > 8 de maio de 2016 > Os drs. António Pereira Coelho e Rui Vieira Coelho, à esquerda e ao centro; o  Juvenal Amado, à direita.


Foto (e legenda): © Juvenal Amado  (2017). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]


1. Mensagem do nosso camarada Juvenal Amado, com data de hoje, às 16h38:

O dr Vieira Coelho que prestou serviço no BCAÇ 3872 [, Galomaro, 1971/74], faz hoje anos mas eu só agora soube.

Ele substituiu o dr António Pereira Coelho,  um grande homem, que teve como substituto outro grande homem, que também não foi só o médico do batalhão, foi um amigo numa amizade que se prolongou até aos dias de hoje. (*)

Desejo-lhe um dia muito feliz junto dos seus e Sábado no nosso almoço anual, desta vez em Fátima, vamos cantar-lhe os parabéns e beber um copo à sua saúde. (**)
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(**) Vd. poste de 14 de março de 2017 > Guiné 61/74 - P17136: Convívios (782): XXII Encontro do Pessoal do BCAÇ 3872, dia 29 de Abril de 2017, em Fátima (Juvenal Amado)

Guiné 61/74 - P17287: Historiografia da presença portuguesa em África (74): Subsecretário de Estado das Colónias em visita triunfal à Guiné, de 27/1 a 24/2/1947 - Parte III: Por Cacheu, São Domingos e Farim, a 2, 3 e 4 de fevereiro de 1947... No tempo que ainda era politicamente correto falar-se em colónias, raças, população indígena, colonos europeu... e felupes que "nasceram e querem morrer portugueses", setenta anos depois do "desastre de Bolor"














Recorte do Diário de Lisboa, nº 8688, ano: 26,  edição de terça-feira, 4 de fevereiro de 1947 (Director: Joaquim Manso)

(Cortesia do portal Casa Comum >  Fundação Mário Soares > Pasta: 05780.044.11039

Citação:

(1947), "Diário de Lisboa", nº 8688, Ano 26, Terça, 4 de Fevereiro de 1947, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_22318 (2017-4-25)















Recorte do Diário de Lisboa, nº 8689, ano: 26,  edição de quarta-feira, 5 de fevereiro de 1947 (Director: Joaquim Manso)

(Cortesia do portal Casa Comum >  Fundação Mário Soares > Pasta: 05780.044.11040 >  


Citação:
(1947), "Diário de Lisboa", nº 8689, Ano 26, Quarta, 5 de Fevereiro de 1947, CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_22322 (2017-4-25)

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Guiné 61/74 - P17286: Os nossos seres, saberes e lazeres (209): Em demanda da mais bela magnólia do mundo (Mário Beja Santos)



1. Mensagem do nosso camarada Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, CMDT do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70) com data de 21 de Março de 2017:

Queridos amigos,
Faz-se uma viagem por causa de um pôr-do-sol, para ir ver uma exposição, uma procissão, pretextos não faltam para nos pormos ao caminho. Nunca esqueci esta magnólia de Castanheira, bastas vezes vim à reverência, durante as férias que passei nas serra da Lousã e quando tive um casebre a escassos quilómetros, numa freguesia de Pedrógão Grande.
Tudo começara em Março, vai para três décadas, aquela majestade em flor jamais foi esquecida. Aproveitei para me passear num dos sonhos realizados pelo professor Bissaya Barreto, castanheirense, reverencio esta obra filantrópica, única no seu tempo. Há muitos passeios que se podem dar na região, tem belezas naturais ímpares, como subir os Coentrais, hoje já não tenho coluna vertebral para tanto. E há o remanescente industrial de Castanheira, as fábricas mortas que nos lembram que aqui se faziam têxteis que deram muito agasalho, no país e lá fora.
Foram outros tempos.

Um abraço do
Mário


Em demanda da mais bela magnólia do mundo

Beja Santos

Tudo se passou algures, entre 1987 e anos seguintes. Tinha publicado um ensaio sobre a descentralização da defesa do consumidor e os desafios postos às autarquias. A ressonância foi praticamente nula. Mas um dia tocou o telefone e apresentou-se um senhor de voz possante com o nome Júlio da Piedade Nunes Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, propôs-me uma sessão-debate com os munícipes sobre tal assunto, achava estimulante. Acertada a data, escolheu-se Março, a viagem de Lisboa a Castanheira foi agradável, éramos dois tagarelas com muitas histórias para contar, fora da defesa do consumidor. Chegámos ainda com luz, e ao encostar o carro para irmos à Câmara Municipal fiquei especado com uma magnólia gigantesca dentro de um desses belos projetos que Bissaya Barreto concedeu como casas de crianças, a partir de Castanheira, sua terra-natal. O autarca andou a tratar da sua vida, seguramente os preparativos da sessão, a hora compatível com os hábitos da terra e com a necessidade de me voltar a pôr em Lisboa, eu a cirandar à volta da magnólia, nunca vira beleza assim. Os anos passaram, diluiu-se na memória a sessão de Castanheira, a magnólia não, vindo da Lousã ou depois, quando tive um casebre em Casal dos Matos, no interior de uma floresta, no concelho de Pedrógão Grande, vinha aqui em jeito de homenagem a esta beldade. Mas sabia bem que este espetáculo tem o seu auge à volta de Março, gravei a data e ajustei a oportunidade. Aqui estou.

Bissaya Barreto deixou o seu nome ligado a uma fundação e a estas casas para crianças que ainda hoje impressionam, o ilustre professor de medicina e filantropo era um homem de cultura esmerada, os espaços onde ele queria que as crianças fossem felizes foram concebidos com belas envolventes, jardins formosos e bem tratados, com estatuária e bom arvoredo. E as crianças aprenderam a serem felizes rodeadas de boa azulejaria e num ambiente aprazível de jardinagem ímpar, como se pode ver.





Não fotografei ao acaso o banco e as camélias que jazem por terra. Este banco lembrou-me uma impressionante versão da ópera Werther, de Massenet, o encenador arquitetou exatamente um banco alegórico ao drama em que desfechará o sofrimento o jovem Werther, apaixonado por Carlota, casada com outro. Em plena cena, havia todas estas pétalas induzindo as gotas de sangue do seu suicídio. Enfim, associações que cada pode fazer, desta feita uma cena de uma ópera dramática como poucas a ver as camélias murchas a juncar um jardim e a cair sobre um banco.


Em frente à casa da criança está este estabelecimento de ensino e interroguei-me quem era esta viscondessa de Nova Granada, pareceu-me com ressonâncias mexicanas ou sul-americanas. Tudo começou quando um jovem castanheirense foi para o Brasil onde fez avultada fortuna e casou com D.ª Ana Miquelina. Nunca esqueceu a sua terra-natal, deu dinheiro para o hospital e para a Misericórdia. Em 1895, o rei D. Carlos fez dele Visconde de Nova Granada. A viscondessa seguramente que também quis fazer benemerência, será talvez esta a razão de ver o seu nome associado a esta escola primária.


Assomou um sol faiscante e a construção desta entrada tem como que um toldo de cimento, era inteiramente impossível com o sombreado em cheio sobre o belo azulejo encontrar um ângulo que assegurasse toda a imagem. Aqui fica uma pálida lembrança desta cativante beleza azulejar, felizmente intacta.


Findo o passeio de reverência à magnólia mais bela que há em Portugal, e sempre encantado com estas construções legadas por Bissaya Barreto, prosseguiu-se a viagem até um arrabalde, Poço Corga, praia fluvial com um fabuloso parque de castanheiros centenários ali à berma. Encontrei este restaurante e esta lápide, perguntei se o Dr. Júlio da Piedade Nunes Henriques por aqui vivia, alguém comentou que anda muito doente e com padecimentos graves. Pois fica a saber que aqui o saúdo por me ter trazido a Castanheira, por me ter oferecido um barrete de forcado, de que nunca me desfiz, desejo-lhe as melhoras e uma longa vida para poder, como eu, saborear esta magnólia em flor, propósito primeiro e último desta vinda a Castanheira.

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Nota do editor

Último poste da série de 19 de abril de 2017 > Guiné 61/74 - P17260: Os nossos seres, saberes e lazeres (208): Tavira fenícia, árabe, portuguesa; a cidade e a água (2) (Mário Beja Santos)

Guiné 61/74 - P17285: Inquérito 'online' (108 ): "Vão sem mim, que eu vou lá ter"... Só pouco mais de 1/3 dos respondentes vai ao nosso encontro a Monte Real... no próximo sábado, dia 29... Quem não vai (60%), alega: (i) ter outro convívio ou festa (14,7%); (ii) ser uma despesa grande e falta de transporte (11,8%); e (iii) falta de saúde /e de interesse (10,4%); e (iv) outras razões (23,5%)...


Palace Hotel Monte Real (Termas de Monte Real) > 16 de Abril de 2016 > XI Encontro Nacional da Tabanca Grande. Foto de família © Miguel Pessoa (2016)


I. INQUÉRITO DE OPINIÃO:


"ESTE ANO VOU AO NOSSO ENCONTRO, EM MONTE REAL, EM 29 DE ABRIL..."


Total de respostas > 68 (100,0%)



Sim, vou > 24 (35,3%) 
Não, não vou > 41 (60,3%)
Ainda estou indeciso > 3 (4,4%)
Total > 68 (100,0)

Razões para não ir:

(i) outra festa  ou convívio nesse dia > 10 (14,7%) 
(ii) ser uma despesa grande > 7 (10,3%)
(iii) problemas de saúde  > 4 (5,9%) 
(iv) falta de interesse > 3 (4,5%) 
(v) falta de transporte > 1 (1,5%) 
(vi) outras razões > 16 (23, 5%) 


O prazo terminou no dia 25 de abril, às 23h40 . 


II.  Vem, talvez,  a propósito citar (e reproduzir) aqui a letra de uma das canções, mais  conhecidas,  do
s Deolinda (... com a devida vénia ao sítio Letras):



Movimento Perpétuo Associativo



Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...



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Guiné 61/74 - P17284: "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941/1943)", da autoria do capitão SGE José Rebelo (Setúbal, Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, 76 pp) - Parte XII: O "cancioneiro" da Ilha do Sal



Cabo Verde > Ilha do Sal > Pedra Lume > 1942 > Militares expedicionário da 1ª companhia do 1º batalhão do RI 11 (Setúbal).  O primeiro à esquerda é o 1º cabo Feliciano Delfim Santos,  pai do nosso camarada e membro desta Tabanca Grande Augusto Silva dos Santos (que reside em Almada e foi fur mil da CCAÇ 3306/BCAÇ 3833, Pelundo, Có e Jolmete, 1971/73).

Foto (e legenda): © Augusto Silva Santos (2017). Todos os direitos reservados [Edição e legendagem complementar: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné]






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1. Continuação da publicação da brochura "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941/1943)", da autoria do capitão SGE ref José Rebelo (Setúbal, Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, 76 pp. inumeradas, il.) [, imagem da capa, à direita].(*)
José Rebelo, capitão SGE reformado, foi em plena II Guerra Mundial um dos jovens expedicionários do RI I1, que partiu para Cabo Verde, em missão de soberania, então com o posto de furriel (1º batalhão, RI 11, Ilha de São Vicente, ilha do Sal e ilha de Santo Antão, junho de 1941/ dezembro de 1943). Faria depois da Escola de Sargentos de Águeda. Promovido a alferes, comandou a GNR em Tavira, até 1968. Colaborava com regularidade, no jornal "Povo Algarvio", onde o nosso camarada Manuel Amaro o conheceu, pessoalmente. Em 1969, já capitão, sendo o Comandante da Companhia da Formação no Hospital Militar da Estrela, em Lisboa.

É provável que já não esteja entre os vivos [, e no caso de estar vivo, terá os seus 96/97 anos]. De qualquer modo, é credor de toda a nossa simpatia, apreço e gratidão, cabendo-nos por isso honrar a sua memória e a dos seus camaradas, onde se incluíram os pais de alguns de nós, mobilizados para Cabo Verde, por este e por outros regimentos.

[Foto, à esquerda,  do então furriel José Rebelo, expedicionário do 1º batalhão do RI 11]

A brochura, de grande interesse documental, e que estamos a reproduzir, é uma cópia, digitalizada, em formato pdf, de um exemplar que fazia parte do espólio do Feliciano Delfim Santos (1922-1989), que foi 1.º cabo da 1.ª companhia do 1.º batalhão expedicionário do RI 11, pai do nosso camarada e grã-tabanqueiro Augusto Silva dos Santos (que reside em Almada e foi fur mil da CCAÇ 3306 / BCAÇ 3833, Pelundo, Có e Jolmete, 1971/73).

Recorde-se que se trata de  um conjunto de crónicas publicadas originalmente no semanário regional,  "O Distrito de Setúbal", e depois editadas em livro, por iniciativa da Assembleia Distrital de Setúbal, em 1983, ao tempo do Governador Civil Victor Manuel Quintão Caldeira. 

A brochura, ilustrada com diversas fotos, dos antigos expedicionários ainda vivos nessa altura, tem 76 páginas, inumeradas.  

O batalhão expedicionário do RI 11, Setúbal, com pessoal basicamente originário do distrito, partiu de Lisboa em 16 de junho de 1941 e desembarcou na Praia, ilha de Santiago, no dia 23. Esteve em missão de soberania na ilha do Sal cerca de 20 meses (até 15 de março de 1943), cumprindo o resto da comissão de serviço (até dezembro de 1943) na ilha de Santo Antão.

As páginas que publicamos hoje [cap XVIII,  das pp.  63 a 66ap ] não vêm numeradas no livro.

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Nota do editor:

Último poste da série  > 11 de abril de 2017 > Guiné 61/74 - P17234: "Expedicionários do Onze a Cabo Verde (1941/1943)", da autoria do capitão SGE José Rebelo (Setúbal, Assembleia Distrital de Setúbal, 1983, 76 pp) - Parte XI: trinta e nove anos depois, homenagem aos mortos, em 1981, em Setúbal